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Distraído a pensar na escrita deste blogue deixei o meu café arrefecer. Dado terem passado apenas uma meia dúzia de minutos tomei consciência que os dias arrefeceram brutalmente. É que estas coisas passam por meio de tanta informação, mais relevante, e perdem-se.
Andava eu aqui de meia manga a ler artigos e livros, a anotar esquemas e mapas mentais e apercebo-me que está frio!! Será que foi por não ter uma simples app a gerir o clima??
Vou ter de ficar ausente da net para não saber nada... Mas fica o lembrete. Eu não odeio spammers, mas odeio spoilers.
Lisboa inundada de sol é o suficiente para me colocar um sorriso na cara e estar a trabalhar a alta velocidade (com qualidade equivalente).
Prazos aproximam-se.
ODEIO!
As paredes apertam e fico limitado nas opções. Apetece enlouquecer para o prazo deixar de fazer sentido.
Claro que isto não é novidade para alguém. Algures todos passam por isto. Esta partilha humana é reconfortante, muitos dos prazos que enfrentamos até são auto-impostos ou pelo menos derivam das nosssas decisões individuais (que é o caso). Estes prazos até fazem avançar o nosso trabalho e seguir para os seguintes.
Fácil de dizer, continuo na mesma (ver início do post).
Esperem houve uma coisa que me ajudou hoje a trabalhar e esquecer a pressão do prazo. Ler o "Fragile Things" do Neil Gaiman (na verdade, apenas umas dezenas de páginas visto ter sido nos transportes públicos), pela introdução ele comenta que houve alturas em que estava a sufocar com prazos ou que a filha sabe que ele se atrasa sempre com os prazos. Habituado a ver os livros deles nas estantes, já escritos, também é simples pensar que sempre foram assim. Mas não, um dia foram apenas apontamentos em páginas, escritos com dificuldades, ao longo de meses ou anos, durante diversos episódios da vida e, quem sabe se não são estes pormenores que condimentam o resultado final (julgo que sim).
E agora que estou para aqui a escrever de sorriso tonto na cara, apercebo-me que este é o tipo de post que me levou a ter um blogue pessoal. Não para atirar coisas para encher chouriços, é para partilhar a minha experiência, os meus pensamentos, para trocar ideias e, por vezes, desabafar qualquer coisa que tenho cá dentro. Porque os dias passam e muito se passa nas nossas mentes e, quando não damos forma aos nossos pensamentos, eles diluem-se em ocenos de ideias.
Depois de todas as tempestades dos últimos tempos, tenho a merda de um prazo para entrega de um pedaço de uma tese sobre "human problem solving"... Pffft ... Sufocado por isto? Venha lá disso que já vivi coisas muito mais desafiantes e estou aqui para contar essas histórias.
Allons-y
1. In French, allons-y stands for "let's go." This phrase is often used by the Tenth Doctor in Doctor Who.
2. is an old Earth saying, a phrase of great power and wisdom and consolation to the soul in time of need
(from urban dictionary)
Mente Imbecil = Toda a que se recusa a aprender e que festeja a mediocridade. Pode ser temporária ou crónica.
Quando várias mentes imbecis se juntam, surge uma amálgama consciente de imbecilidade e todos se apoiam na costrução de sistemas superficiais e incrivelmente (advinhem) imbecis.
Solução: No caso da temporária, questionar e confrontar. No caso da crónica, evitar o contacto. No caso do coletivo imbecil, cortar de vez.
Algo a aplicar nas próximas 48 horas
Simplesmente porque já há muitos e isso chateia.
Hora de fazer uma limpeza aos contactos.
Corro a vida em versão "BETA".
Só a viver é que sei o que quero dela. A prestar atenção à minha experiência direta e a pensar pela minha cabeça.
A agir, aprender, aplicar, arriscar, adaptar e criar.
Ao fim do dia, segui a minha direção e construo o meu caminho.
Ao amanhecer, reavalio o trajeto e defino o que é importante.
A cada dia um ajuste aqui e outro ali.
Nada sei do futuro e para lá me dirijo a cada segundo, mas como ainda não cheguei vou ter de deixar de me preocupar.
Tudo até hoje foi forjado em decisões, sem grilhões a fazer tombar para um lado ou outro. Sem certos ou errados definitivos.