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Sonhos Urbanos

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Queda, Asas e Esperança.

por Jorge, em 29.04.04

"And in this heart of darkness All hope lies on the floor; All love like flame is fleeting When there's no hope anymore Like the poison in her arm Like a whisper, she was gone Like an angel, And Angels fall"


Os Sonhos Urbanos fundiram-se ao Mundo do Jojo e ao Partir o Gelo para eu regressar à escrita nos blogs… por isso é que surgiu este post fragmentado, onde o sonho e a realidade se cruzam. A Terra tornou-se no manicómio do Universo, mas isso todos vocês já se aperceberam. A estranheza das pessoas é o sinal superficial, o sinal mais profundo é muitos acharem que está tudo bem (pelo menos de acordo com o meu quadro de valores). A existência humana parece estar em queda, só será grave quando batermos no chão (quanto tempo resta?).


(relógio a fazer tic tac… tempo que escorre como areia pelos dedos)


Quando noite chegou, fechei os olhos e sonhei que estava a voar, em sonhos lembro-me sempre de como é voar, pena que ao acordar me esqueço da técnica para o fazer. Todas as noites espero regressar a este sonho, onde cruzo os céus de vários locais com as minhas asas brancas e macias… uma das formas em que me sinto realmente livre. Nestes sonhos o Amor é incondicional, a Sabedoria uma virtude. Como a minha existência não se verifica exclusivamente no Mundo dos Sonhos, por vezes, acordo.


Ao acordar sou o Anjo Caído a quem cortaram as asas. Não sou o único da minha geração a quem isto aconteceu (há muitos mais, em número são mais do que o número de blogs que existem por aí), parecemos estar impedidos de realizar aquilo que mais desejamos… só que nós não acreditamos nessa aparência e prometemos voltar a voar um dia, aqui no “mundo real” (ou pelo menos aquele ao qual nos habituamos a designar assim)


. justin-fallen-angel-color.jpg


E se de repente me recordasse, aqui e agora, como voltar a voar? E se este fosse o meu primeiro dia de vôo? Voaria para os braços das nuvens e só voltaria ao chão para dormir, claro que toda a minha vida seria diferente. Procuraria todos os Anjos Caídos para partilhar com eles a minha vitória, e transmitir-lhes esperança.


(O som das asas dela ainda ecoa na minha mente)


Nada bloquearia mais os sonhos… estas asas são o Sonho. Talvez se todos voltássemos a voar, poderíamos parar a queda da nossa existência antes de batermos no chão. Claro que volto a fazer a pergunta: Quanto tempo nos resta? Para quem pensar que falta muito pergunto: e que danos permitiremos que ocorram durante a queda? Bem, nesta mistura de sonhos e realidade, resta-me a esperança que os sonhos moldam a realidade. Talvez possamos todos encontrar novas fontes de força nos sonhos, talvez nos possamos encontrar todos em sonhos e acordarmos novos seres humanos (jamais Anjos Caídos, basta) … Quem sabe?


(Volta a dormir, desculpa ter interrompido o teu soninho. Queria saber se estavas bem... óptimo, avisa-me quando acordares. Estarei sempre aqui para ti)

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