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Sonhos Urbanos

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Projecto de Vida

por Jorge, em 28.03.04

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O mundo fica um local bem estranho quando tentamos (re)pensar o nosso no tecido da existência, ou melhor, o nosso lugar no Universo... foi isto que aconteceu quando uma borboleta se atreveu a criar um mundo de fantasia para insectos doidivanas, quando nada disto era esperado dela.


Não fazia parte dos projectos de vida de borboletas criar mundos de fantasia, mas esta borboleta (sobre a qual escrevo) tomou tal decisão e sem a realizar nada mais teria sentido. Nem o amor que sentia pelos outros seria igual. Porquê esta decisão?!?! Bem, quem a conhecia não percebeu e talvez até a própria nem soubesse dar uma resposta totalmente consciente. Apareceu-lhe sobre a forma de uma inquietação, um desejo incontrolável ainda quando se encontrava numa forma mais larvar e quando saiu do casulo já tinha ideias mais concretas.


Quando anteriormente referi que o mundo se torna um lugar estranho, é que tudo muda quando nós decidimos mudar e pouco se pode prever. Por exemplo, até os insectos doidivanas (que supostamente iam ser o público-alvo de tão engenhoso projecto), se questionaram da possibilidade de ser aquela borboleta a conseguir fazê-lo. É algo que nós sabemos ser comum, muitas vezes sabemos que algo tem que ser feito, ninguém avança para o fazer, quando alguém toma a iniciativa todos discordam dessa pessoa e levantam obstáculos.


A Mãe da dita borboleta foi a pessoa que mais gritou com ela, os amigos disseram-lhe que tinha enlouquecido. A borboleta ficou sozinha e não desistiu, ergueu estruturas, solidificou parecerias e continuou o seu projecto... quando o inverno chegou o frio congelou-lhe as asas e retirou-lhe a vida, um denso manto de neve tapou tudo. Os primeiros raios de sol surgiram e levantaram o lençol de neve, despertando assim o que estava por baixo. Mostrando então um lindo mundo de fantasia que a borboleta tinha construído, mas como desta nada se sabia... uma barata vigarista assumiu aquela criação como sua e geriu aquele mundo maravilhoso de forma oportunista, e viveu cheia de dinheiro para sempre... mas infeliz por ter de viver consigo mesma.


É verdade que na história não ficou o nome da borboleta, também é verdade que não viveu para usufruir do que tanto lhe custou a alcançar, mas viveu cada dia de acordo com os seus sonhos e assim conquistou algo que muitos humanos deixaram de desejar alcançar: o sonho da sua vida.

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