Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Sonhos Urbanos

Powered by Cognitive Science

O dia em que a Morte visitou os Sonhos Urbanos

por Jorge, em 18.02.04

Ontem falei com um amigo meu sobre a Morte, e foi ao acordar que pensei que gostava de colocar um pequeno post sobre o tema.


A Morte é inevitável para nós, seres humanos. Aceitá-la é redescobrir a própria Vida e sentir a sua preciosidade. Se pelo contrário, negarmos a Morte, tentaremos lutar contra ela (ou negá-la fugindo constantemente... até ao momento em que não será possivel fugir mais) e sempre que surgir diante de nós vamos mergulhar numa profunda tristeza e sensação de perda.


Uma pessoa que ache que vai ter sempre tempo tem tendência para adiar o que é mais importante para si, está a desperdiçar tempo. Adia a demonstração de afecto, a realização dos seus sonhos, o encontro com novos desafios e até o encontro consigo mesma.


As palavras do Dalai-Lama tiveram um impacto significativo no meu pensamento, “Se desejarmos uma boa morte temos de começar por aprender a viver bem e, para termos esperança num fim pacífico, precisamos de cultivar a paz na nossa mente e no nosso modo de vida”.


Por muito que pense na morte, nunca me sinto realmente preparado quando tenho que lidar com a ela (através da morte de outros, obviamente), mas sei que é através desses pensamentos que tento viver a minha vida de forma única e com significado.


Não há regras (nem fórmulas) para agirmos com quem está a morrer, para lidarmos positivamente com a morte de alguém que nos é querido ou para apoiarmos quem está a passar uma fase de luto. Cada pessoa é única e tem os seus próprios recursos, a forma de reagirmos à morte difere também de cultura para cultura. Não pretendo por isso indicar qualquer tipo de "procedimento de accção perante a morte", o que sugiro é que cada um pense um pouco no tema, para tomar consciência das suas crenças (e como estas definem o seu agir na vida).


Uma das angústias de existir é sabermos que o vamos deixar de fazer. Não fico triste ao falar da morte, entristece-me mais saber que há quem esteja vivo e que não liga muito a esse "pequeno" pormenor. Não sabemos quando vamos morrer, sabemos apenas que cada segundo nos aproxima desse momento, então que tal vivermos como gostariamos? Acompanhados por quem gostamos, e a vivermos as nossas aventuras... :D ... em vez de estarmos a participar num jogo urbano de competição e corrupção.

15 comentários

Comentar post

Pág. 1/2