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Sonhos Urbanos

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"A cada passo, o pé tem de assentar algures."

por Jorge, em 20.06.06
Começou com um comboio a trepidar e um apito muito forte; aos poucos fui afastando-me da cidade dos corvos (por isso escrevo o seu nome com letra pequena, já estava um bocadinho longe e não se notava nenhuma letra maiúscula). Encostei-me no meu assento, observei em silêncio a fuga da paisagem famiilar, aos poucos recuperei a mobilidade ao ligar o meu leitor de mp3. Deixei que a música me adormecesse, o meu cérebro passou então a ser palco de uma dramatização em forma de sonho.

Todo o sonho fazia lembrar uma antiga ilustração alquímica, tratava-se de uma busca individual com uns toques espituais, aliás era uma viagem da alma. A cada momento dessa viagem onírica, todo o meu ser passava por diferentes transformações. Acordei, tinham passado 2 horas, olhei para a janela do comboio e pensei que todas as viagens são percursos de transformações.

Nem sempre sabemos para onde vamos, ou pelo menos para onde realmente vamos. Nem sempre sabemos onde colocamos o pé ao andar, mas ele assenta em algum lado. Por vezes até escorregamos, mas na maioria das vezes isso não acontece.

Jorge
(de passagem pelos meus Sonhos Urbanos)

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