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Sonhos Urbanos

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Susanna Clarke

por Jorge, em 07.01.06
Na mais recente Feira do Livro de Lisboa (Junho de 2005), houve um livro de fantasia que captou a minha atenção: “Jonathan Strange e o Sr. Norrel”. Não o adquiri e adiei a sua leitura.
Mais tarde, a Raposa decidiu comprá-lo e consumiu as suas palavras com grande prazer. Sugeriu-me que o lesse mas, no momento em que o fez, andava focado na redacção da minha monografia e, uma vez mais, adiei a leitura do livro.
Antes de 2005 ter terminado, peguei nele. Fiquei fascinado com a leitura das primeiras 197 páginas, parei e reli alguns pontos da história, de forma a ficar bem documentado para melhor saborear o conteúdo das páginas seguintes. Este post não é sobre o referido livro, é sobre a senhora que o escreveu.



Nunca tinha ouvido falar de Susanna Clarke até ter começado a ler o livro (sim, porque apesar de ter notado no livro em Junho de 2005 não liguei ao autor). Como fiquei deliciado pela sua forma de escrever, dei um pulo ao site oficial e fiquei a saber um pouco mais da autora e do livro.

Saltemos as pequenas notas biográficas. Na sua lista de livros predilectos coloca Emma (de Jane Austen), The Man Who Was Thursday (G.K.Chesterton), Watchmen (Alan Moore) e as histórias de Sherlock Holmes (Arthur Conan Doyle). Fiquei surpreendido, é raro uma escritora colocar uma banda desenhada (Watchmen) na sua colecção de livros favoritos, ainda por cima a revelar um grande bom gosto (na minha opinião, obviamente). A sua referência às histórias do maior detective do mundo também me colocou um sorriso na cara, por este também ser um dos meus heróis de infância.

Na entrevista, quando chegou a vez de indicar um pouco sobre quem são os seus escritores favoritos e porquê, o meu sorriso alargou-se mais (se tal já era possível). Jane Austen por ter chegado tão perto da perfeição quanto possível. Alan Moore (de novo) pois faz com que os adultos regressem às lojas de BD. Charles Dickens por ser grande como o céu. Neil Gaiman (excelente escolha, um grande nome da banda desenhada e de outras formas de literatura) por ser o mais audacioso e surpreendente escritor (também acho). E por fim, e mais surpreendente, escolheu Joss Whedon e outros escritores ligados à “Buffy the Vampire Slayer”, acrescentando que não é perfeito e que por vezes os argumentos falham mas salienta a qualidade dos diálogos e a caracterização das personagens (recentemente no Jam Session comentei um trabalho deste autor no universo da BD: Astonishing X-Men).

Para concluir este post, que se largou mais do que esperava, Susanna Clarke dedicou 10 anos da sua vida a escrever o livro “Jonathan Strange e o Sr. Norrel”, recusa a comparação desta sua obra com o Harry Potter (que considero uma recusa muito aceitável, cada um no seu canto, os dois trabalhos são de boa qualidade) e conquistou a minha atenção.

Jorge
(Quando terminar a leitura do livro, escreverei um post sobre o mesmo)

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