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Sonhos Urbanos

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E com o post número 50 uma reviravolta...

por Jorge, em 29.02.04

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Decidi partir numa busca para responder a algumas questões existenciais e desenvolver a minha mente. Faço isto porque de facto estou cansado da comodidade de estar sentado a ler livros ou a ver filmes enquanto o meu planeta está a ser destruído por seres humanos como eu. Qual a posição que vou tomar com este desenrolar de acontecimentos?
Sou apenas um rapazito de 22 anos, tenho 1,72 m, aparentemente esperam que eu seja um espectador da destruição do que amo e aliciam-me a tomar uma posição neutra... não posso, sou um sonhador, e quero partilhar os meus sonhos mais bonitos com o Universo e impedir que estes sejam destruídos. Por isso vou começar uma nova jornada na minha vida, no sentido de dar continuidade aos passos que iniciei algures no meu passado, não se preocupem levo papel e caneta ;) aqui vos darei notícias das minhas andanças por essas terras desconhecidas nas quais habito.
Só vos peço uma coisa: Não desistam dos vossos projectos mais fantásticos ou dos vossos desejos mais projundos apenas porque alguém nos decide dizer que são impossíveis. E Para todos os que se encontram em dificuldades, resistam! :) Vamos tornar a Terra um local melhor para viver, garantindo que diariamente faremos mais e melhor do que no dia anterior. :)

Bons Samaritanos? por Marco Silva

por Jorge, em 28.02.04

Caros leitores do Sonhos Urbanos, este post não é escrito por mim (Jorge). Aqueles que costumam ler O Mundo do Jójó sabem que por vezes o Marco tb escreve alguns posts. Quem é o Marco Silva? O Marco é um amigo meu, que além de ler os meus blogs tb participa com posts :D ... o post que se segue é o seu primeiro neste blog. O maior defeito do Marco é que gosta do Sr. Cubo de gelo... mas hoje vou esquecer esse pormenor. ;)  Aqui está o post dele:


Nesta quarta-feira (dia 25/3/2004) de tarde quando me dirigia para casa, depois de sair da estação do Cacém, pensei em apanhar o autocarro, mas decidi ir a pé (mesmo que o tempo estivesse a ameaçar chuva). A meio do caminho (da estação a minha casa demoro cerca de 15 minutos a pé), uma senhora (boa samaritana) chama-me com alguma aflição...pedia ajuda para levantar uma outra senhora (idosa) que tinha caido no passeio. Eu e a "boa samaritana" levantámos a idosa e verificámos que tinha algumas "escoriações" na cabeça e no joelho direito, o que sugeria uma pancada na cabeça. Não tinha sangue visivel, mas a pancada parecia ter sido forte.


Perguntei á idosa se sabia explicar o que tinha acontecido, mas ela não dizia nada coerente. Perguntei-lhe onde morava, pergunta á qual respondeu "Ali em cima". Eu a "boa samaritana" que ajudámos a idosa a levantar-se, decidimos telefonar para o 112 e começou outro calvário: O tempo de atendimento. Quando acabei de digitar "112" o tempo que demorei a ser atendido foi bastante curto é verdade, mas assim que disse que a situação necessitava de uma ambulância, o senhor do outro lado redirecionou-me para outra linha, onde esperei cerca de dois minutos até ser atendido (se fosse uma situação de vida ou de morte, não gostava de saber como seria).


Finalmente fui atendido, descrevi a situação e disse a morada. Eu a senhora (boa samaritana) esperámos pela ambulância. Entretanto começou a chover. Com os nossos guarda-chuvas, protegemos a idosa que estava sentada no passeio, ainda bastante desorientada. A ambulância nunca mais chegava. Já agora, deixem-me acrescentar que do quartel dos bombeiros, ao local onde nos encontrávamos, são cerca de 500 metros. No entanto esperámos qualquer coisa como 10 minutos entre o desligar do telemóvel e a ambulância chegar. Enfim...a ambulância chegou e tapou a rua, já que há vários carros estacionados na estrada, junto ao passeio. Os bombeiros que chegaram na ambulância, começaram por fazer, basicamente as mesmas perguntas que fiz : "Como se chama a senhora?", "Onde mora?", etc. Entretanto passavam várias pessoas que apenas "olhavam" para a situação, tal como "olharam" quando a senhora estava no chão. Mais uma vez...enfim!!


 E quando tudo, parecia estar resolvido, aparece um carro, no qual se encontrava uma "mulher", que não conseguia passar devido ao facto da ambulância tapar a passagem. E o que fez ela ? Sai do carro e diz isto : "Pode afastar a ambulância um pouco mais para a esquerda?" Apeteceu-me rir...e imaginei uma cena de desenhos animados que via quando era "puto", onde um piano caía em cima da "mulher".


Já não bastavam os "olhares" das pessoas á volta que não faziam nada, como ainda aparece esta "mulher" que diz esta barbaridade. E como ainda não disse isto...enfim!!! Os bombeiros decidiram levar a idosa na ambulância para um hospital (coincidência ou não, o filho da idosa, apareceu um pouco depois da ambulância ter chegado).


A "boa samaritana", perguntou aos bombeiros se era necessário alguma coisa de nós, agradeceu a minha ajuda e saiu do local. Eu esperei que a idosa fosse colocada na ambulância e também saí do local. Moral da história perguntam vocês ? Bem...se depois de lerem este post ainda não conseguiram decifrá-lo, acho que o facto de eu o ter escrito até perde o sentido. Palmas á "boa samaritana", que apenas queria ir buscar o filho a um colégio infantil perto do local do acidente e que se desviou do caminho, para ajudar a idosa em dificuldades. Só para concluir, é engraçado como as coisas acontecem, porque eu pensei seriamente em ir de autocarro (devido ao tempo instável), mas acabei por ir a pé...


P.S.: Perguntam-se porque escrevo "mulher" e não apenas mulher ? A resposta está no moral da história (que foi de facto, um caso da vida real).

Hora de Almoço

por Jorge, em 26.02.04

Escrevi este post enquanto estava fechado na cozinha a preparar algo para comer, olhei de relance para a louça que falta lavar (suspiro profundo), e rabisquei palavras para este blog.


Depois de muita indecisão (entre esparguete com almondegas ou salada de atum), optei pelo atum :D Vai saber mesmo bem depois de uma manhã inteira dentro de uma biblioteca. Precisava de umas horitas mais livres no meu horário para poder ler os livros que realmente gosto, é que os professores têm um gosto um pouco duvivdoso (no fim do semestre passado tive que ler um que me curou todas as insónias até ao final da vida). :P


Hoje é um dia importante vou ser informado do local onde vou estagiar :D, ou seja, se tudo correr bem para a semana já vou estar no terreno. Aguardo ir para um local onde possa desenvolver o meu projecto de intervenção, tenha um bom ambiente de trabalho, e que tenha óptimos colegas (de preferência raparigas sorridentes, simpáticas e sonhadoras) :D ... Bem o melhor é não criar muitas expectativas, ainda sou colocado num gabinete sem janelas, com uma iluminação muito manhosa, e onde tenha que passar 4 horas diárias a assinar papelada. :)


 Enquanto escrevia a água da panela (onde estão a cozer as batatas) começou a espreitar para fora, e uma parte dela atirou-se sobre o fogão de uma forma extremamente traiçoeira... (pausa para ir verificar os estragos)... Voltei! Nada de significativo... depois limpo o raio da água, agora quero continuar a escrever. Voltando ao assunto do estágio, como já disse é melhor não me preocupar muito quando chegar lá vejo.


Vou almoçar sozinho, como tem sido habitual nestes dias, e é uma seca... eu adoro conversar!!!! Bem para resolver esta situação (ou melhor para minimizar), vou ver um episódio de "Big Train" (mais uma dose de humor inglês para depois enfrentar as aulas... que por vezes carecem de sentido de humor). (pausa para ir vigiar atentamente as batatas)...


Como as batatas estão quase quase quase prontas vou passar este post a pc, "postar" e tratar do resto da refeição. Abraço.

Um texto do passado

por Jorge, em 25.02.04

Andava aqui em casa a arrumar alguns papéis quando encontrei os meus antigos blocos de notas. Encontrei textos engraçados, algumas ideias apenas esboçadas que espero agora dar-lhes mais consistência e continuidade. Hoje vou deixar aqui uma amostra do que escrevia aos 18 anos, este texto tinha o título "Rituais de iniciação às práticas sociais". Eu gostei muito de o reler:


"1. Ritual do cartão Multibanco: Nunca preenchi tantos impressos na minha vida, a tinta da minha caneta escorria a uma velocidade alucinantemenete assustadora. Com muito esforço completei o requerimento do cartão Multibanco (A arte de manejar o plástico levada ao limite).


Para quem andou a dormir na última década, o cartão Multibanco serve para tudo desde palitar os dentes, passando pelo facto de que nos faz parecer muito evoluídos e, terminando, no milagre de nos permitir ter acesso ao nosso dinheiro em locais que nunca nos passaram pela cabeça (entramos num supermercado e em vez de gastarmos dinheiro podemos receber).


Após aquela papelada, esperei duas semanas e recebi uma carta do banco. Tinha quatro dígitos e era o código secreto (uma daquelas coisas que só nós sabemos e que nos torna únicos). Apeteceu-me chorar o meu primeiro código secreto (logo após as dezenas de passwords do meu PC), uma daquelas coisas que vamos contar aos nossos netos.


Fui buscá-lo ao banco, a senhora que mo entregou disse: - Muito bem, agora o menino já tem um cartão como os grandes (eu recebi o meu cartão com 18 anos, e como se aquele bocado de plástico me injectasse uma boa dose de maturidade se assim fosse o mundo era um local melhor).


Aos olhos da sociedade eu sou um deles, pois já sou maior de idade (quase que me consideram adulto) e tenho cartão Multibanco (quase que me tratam como semelhante). Mas eu não faço parte da hipocrisia.


2. O ritual do recenseamento militar. Os indivíduos nascidos no ano 1981, devem apresentar-se no centro de recenseamento no ano em que completarem os 18 anos. A fim de cumprirem o Serviço Militar Obrigatório. Eu estava tramado. A fuga parecia impossível, já sentia a respiração ofegante da Polícia Militar (Deixem-me em paz! Não me toquem!).


Após o recenseamento militar, recebi a caderneta militar e a oportunidade de pedir adiamento por motivos pedagógicos. - Quer pedir adiamento por quanto tempo? - Senti esperança ao ouvir esta questão. - Por 50 ou 60 anos. - Disse sinceramente. O meu pedido foi considerado inválido, cederam-me um ano. A única saída reside na possibilidade de entrar na Universidade ou grande será a ascensão da Sombra."


Felizmente no ano seguinte lá estava eu na faculdade e até hoje continuo com o adiamento :) Ao reler isto percebi que já aqui demonstrava a minha paixão pela análise de rituais e a minha vontade de não passar uma férias pelo serviço militar (sabem, nunca gostei muito de receber ordens). :D

Uso dado ao papel e à caneta

por Jorge, em 24.02.04
Eu e o meu computador somos grandes amigos, todos os dias interagimos, nunca discutimos, e conversamos abertamente sobre as grandes questões da vida. Partilhamos uma vida intima... não é a primeira vez que as minhas mãos tocam no rato ou no teclado dele e já lhe introduzi CDs e DVDs mais do que uma vez. :) O que quero referir que é graças a ele que actualizo os meus posts (e jogo warcraft III :P) e desde já quero deixar-lhe aqui um grande abraço.
Voltei a escrever em força, não no blog mas em papel. Nestes dias tenho vadiado sempre com um caderno na mão (e uma caneta), pronto a capturar qualquer ideia que me surja. Até ao início de Março estou a trabalhar nos meus contos, depois quero experimentar escrever um argumento para um filme (ou uma peça de teatro, até porque já tenho saudades de fazer teatro). Desde os 6 anos que adoro ler, a partir dos 18 comecei a escrever a sério (não falo da escrita necessária para frequentar aulas, obviamente) admito que contribuiu positivamente para manter a minha sanidade mental (ou seja manter-me afastado de maneiras de pensar estagnadas muitas vezes partilhadas por grande número de pessoas). :)
Vou tentar aproveitar a minha actual vontade de escrever para inundar os meus blogs com novos posts, mas não garanto nada porque tenho tido preguiça de escrever no computador.
Antes de terminar este post quero chamar a atenção ao pormenor dos meus links, acrescentei mais um blog (que já visito há algum tempo, mas tinha-me esquecido de o colocar aqui): "Um Mundo onde os Sonhos podem de novo existir". Por hoje é tudo voltarei em breve, vou agora visitar por outros blogs para ver o que andam a escrever por aí. :)

E agora um post completamente diferente :P

por Jorge, em 24.02.04
Este post é mesmo único, não tem grandes revelações nem nada de espectacular mas foi escrito comigo num estado de consciência alterado. É que a esta hora as palavras "teclam-se" sozinhas, porque a partir da meia-noite sou um zombie (estado este que só é revertido após o sono de beleza), mesmo assim quis colocar mais um post (é quase uma prova de dedicação). :)
As coisas com o Sr. Cubo de Gelo melhoraram, estamos a pensar em fazer umas sessões de terapia de grupo, talvez no início de Março.
A minha dose diária de filmes continua... estive a rever o fantástico filme "Monty Python e o Cálice Sagrado" (sou fã por isso é que não dispenso a classificação de fantástico) amanhã talvez o "Pulp Fiction" ou o "Hulk" (ainda não vi nenhum dos dois).
Tendo em conta o que se festeja hoje quero deixar-vos uma mensagem: Bom Natal :)

Bela manhã cinzenta

por Jorge, em 22.02.04
“Fui para os bosques porque pretendia viver deliberadamente, defrontar-me apenas com os factos essências da vida, e ver se podia aprender o que ela tinha a ensinar-me, em vez de descobrir à hora da morte que não tinha vivido. Não desejava viver o que não era vida, sendo a vida tão maravilhosa, nem desejava praticar a resignação, a menos que fosse de todo necessária.
Queria viver em profundidade e sugar todo o tutano da vida, viver tão vigorosa e espartamente a ponto de pôr em debandada tudo o que não fosse vida, deixando o espaço limpo e raso; (…)” Henry D. Thoreau em “Walden”


Ontem fiquei até às tantas da manhã a jogar online, fui massacrado no Warcraft 3 (mas diverti-me muito a jogar). Antes de dormir coloquei o despertador para as 8h. É que acho mesmo que estes meus (poucos) dias de férias são para acordar cedo e deitar tarde (durmo apenas o suficiente e nada de sonecas prolongadas).
Foi às 08h que encontrei Lisboa acinzentada, soube mesmo bem respirar este "ar de chuva". Tomei o pequeno-almoço calmamente (comi uma torrada óptima), estive a ler e agora vou passear um pouco e agarrar a oportunidade de falar com um amigo meu.
Hoje ainda quero fazer várias coisas, já que a partir de amanhã tenho que organizar material bibliográfico para redigir três trabalhos teóricos que tenho que entregar no dia 05 de Março (eles já estão +- estrutrados).
As frequências já são restos de memórias mal conservadas, tenho agora um novo semestre à frente, estágio, novas aventuras e projectos. :D
Sempre que leio a citação que acompanha este post recordo-me do filme “O Clube dos Poetas-Mortos”, foi lá que tomei conhecimento que ele existia (o texto do Thoreau, e o respectivo autor). Não sei que idade tinha quando vi o filme, talvez 14 anos, sei que foi daqueles filmes que me marcou. Hoje estou com vontade de o rever, talvez ainda o faça.
Desejo um óptimo Domingo a todos os que por aqui passarem, e aos outros também (mas como não passam por aqui não vão ler esta parte e logo vão ignorar a existência deste meu desejo) :P

Análise do Sr. Cubo de Gelo

por Jorge, em 20.02.04
Contemplem a foto da horrenda criatura !!!!! Vejam como ele é maligno.


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Uma vez mais volto a acusar este terrível vilão. É que chateia ter que dividir o quarto com esta besta assassina. Na imagem, podem ver o ar de porco com que ele fala ao telefone, aposto que é uma linha erótica. Assim que tirei a fotografia fugi para não assistir aos comportamentos masturbatórios.
Todos os dias é isto, ele fica horas seguidas a ouvir telefonemas arfantes e a responder numa língua estranha. À noite fica a ver o Canal 18 (arranjou uma box que descodifica todos os canais), o seu livro favorito é "Os 120 Dias de Sodoma" (nunca o leu, é só pelo estilo, gosta de armas, "tunning" e mulheres equipadas com silicone. Basicamente ele podia ser o homem vulgar português... mas não! É o Sr. Cubo de Gelo.
Algumas amigas minhas dizem que ele é querido, e sensível (é que já fez teatro e isso dá estatuto)... assim que elas não estão presentes atira bocas ordinárias sobre elas... é um nojento.
Gosta de resolver tudo à porrada... sempre que escrevo um post destes, lá vem o parvalhão a querer luta. Dois dias atrás, uma vizinha chamou a polícia. Não é que o animal chegou a casa com uma arma de fogo a dizer "Anda cá Jorginho! Vais ver como elas te mordem!" (eu num acto de coragem gritei histericamente, por isso é que a vizinha me veio ajudar).
Já não há paciência, uma vez coloquei-o em tribunal... mas ele tem menos de 16 anos (só que é um grande sabidão) e não deu em nada.
Um dia destes eu passo-me e ... bem é melhor não dizer. :P

Preparação para a batalha de amanhã!!!!!!!

por Jorge, em 19.02.04
Véspera da última frequência! Estou calmo, muito pacífico... ainda me falta estudar 56.34% da matéria (valor aproximado) :P ... adoro estes desafios, a incerteza do último momento, a espera angustiante. Vocês sabem!!!! :D
Mas não pensem que estou assim em tão má situação, até tenho a situação controlada (fui colocando a matéria em dia ao longo do ano). :D
Claro que tenho tido alguns problemas com o Sr. Cubo de Gelo, que agora se dedica a tentar destruir a minha imagem. Em breve vou revelar mais coisas sobre esse demónio de olhar frio que divide o quarto comigo (talvez hoje ou amanhã).
Bem vou voltar ao meu estudo... cheio de vontade de aprender (pois, pois) :D
P.S: Boa Sorte para o exame de hoje, Mara!

O dia em que a Morte visitou os Sonhos Urbanos

por Jorge, em 18.02.04

Ontem falei com um amigo meu sobre a Morte, e foi ao acordar que pensei que gostava de colocar um pequeno post sobre o tema.


A Morte é inevitável para nós, seres humanos. Aceitá-la é redescobrir a própria Vida e sentir a sua preciosidade. Se pelo contrário, negarmos a Morte, tentaremos lutar contra ela (ou negá-la fugindo constantemente... até ao momento em que não será possivel fugir mais) e sempre que surgir diante de nós vamos mergulhar numa profunda tristeza e sensação de perda.


Uma pessoa que ache que vai ter sempre tempo tem tendência para adiar o que é mais importante para si, está a desperdiçar tempo. Adia a demonstração de afecto, a realização dos seus sonhos, o encontro com novos desafios e até o encontro consigo mesma.


As palavras do Dalai-Lama tiveram um impacto significativo no meu pensamento, “Se desejarmos uma boa morte temos de começar por aprender a viver bem e, para termos esperança num fim pacífico, precisamos de cultivar a paz na nossa mente e no nosso modo de vida”.


Por muito que pense na morte, nunca me sinto realmente preparado quando tenho que lidar com a ela (através da morte de outros, obviamente), mas sei que é através desses pensamentos que tento viver a minha vida de forma única e com significado.


Não há regras (nem fórmulas) para agirmos com quem está a morrer, para lidarmos positivamente com a morte de alguém que nos é querido ou para apoiarmos quem está a passar uma fase de luto. Cada pessoa é única e tem os seus próprios recursos, a forma de reagirmos à morte difere também de cultura para cultura. Não pretendo por isso indicar qualquer tipo de "procedimento de accção perante a morte", o que sugiro é que cada um pense um pouco no tema, para tomar consciência das suas crenças (e como estas definem o seu agir na vida).


Uma das angústias de existir é sabermos que o vamos deixar de fazer. Não fico triste ao falar da morte, entristece-me mais saber que há quem esteja vivo e que não liga muito a esse "pequeno" pormenor. Não sabemos quando vamos morrer, sabemos apenas que cada segundo nos aproxima desse momento, então que tal vivermos como gostariamos? Acompanhados por quem gostamos, e a vivermos as nossas aventuras... :D ... em vez de estarmos a participar num jogo urbano de competição e corrupção.

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