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Sonhos Urbanos

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Jornada ao Sol

por Jorge, em 29.03.04

“(...), a posição da Alquimia em relação à mudança individual é extremamente relevante para nós hoje em dia - para todos nós, pois deixou de haver “alguns eleitos”. Assim temos que ter coragem de morrer de uma forma diferente, para nós próprios e para os nossos Egos emocionais. Temos que encontrar a cinza, que encontrar outro caminho.” Jay Ramsay


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Como em todas as Primaveras, algo renasce... para tal foi preciso morrer. Uma morte que foi como um sono que surgiu sem marcas e sem dor, e da mesma forma foi assim que a nova vida surgiu. Ambas foram motivos de festejo. E agora o novo Ser contempla o horizonte, meditando sobre as novas possibilidades da sua existência.


Pode ser tudo, basta decidir. As possibilidades são tantas que quase que o novo Ser pondera em não escolher nada, mas sem essas decisões a sua vida não brilhará tanto como brilharia se assumisse o controle da sua vida. As suas mortes e renascimentos têm sido uma espiral alquímica, parece passar sempre pelas mesmas etapas do processo mas estas são um pouco diferentes e a cada nova oportunidade um passo mais próximo do fim da Obra.


Falo claro da obra que estará concluída com o reconhecimento da nossa natureza e com o nosso total desenvolvimento ou seja, após nos libertarmos das nossas limitações e finalmente sermos Um com o Universo. A nossa jornada ao Sol que se iniciou algures na nossa existência...


O novo ser toma consciência do Aqui e Agora, levanta-se com todo o seu ser e sem dúvidas caminha na direcção ao Sol, sabendo que se confiar em si nunca falhará o seu objectivo. E a nova vida começa a construir-se, e a espiral continua.

Projecto de Vida

por Jorge, em 28.03.04

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O mundo fica um local bem estranho quando tentamos (re)pensar o nosso no tecido da existência, ou melhor, o nosso lugar no Universo... foi isto que aconteceu quando uma borboleta se atreveu a criar um mundo de fantasia para insectos doidivanas, quando nada disto era esperado dela.


Não fazia parte dos projectos de vida de borboletas criar mundos de fantasia, mas esta borboleta (sobre a qual escrevo) tomou tal decisão e sem a realizar nada mais teria sentido. Nem o amor que sentia pelos outros seria igual. Porquê esta decisão?!?! Bem, quem a conhecia não percebeu e talvez até a própria nem soubesse dar uma resposta totalmente consciente. Apareceu-lhe sobre a forma de uma inquietação, um desejo incontrolável ainda quando se encontrava numa forma mais larvar e quando saiu do casulo já tinha ideias mais concretas.


Quando anteriormente referi que o mundo se torna um lugar estranho, é que tudo muda quando nós decidimos mudar e pouco se pode prever. Por exemplo, até os insectos doidivanas (que supostamente iam ser o público-alvo de tão engenhoso projecto), se questionaram da possibilidade de ser aquela borboleta a conseguir fazê-lo. É algo que nós sabemos ser comum, muitas vezes sabemos que algo tem que ser feito, ninguém avança para o fazer, quando alguém toma a iniciativa todos discordam dessa pessoa e levantam obstáculos.


A Mãe da dita borboleta foi a pessoa que mais gritou com ela, os amigos disseram-lhe que tinha enlouquecido. A borboleta ficou sozinha e não desistiu, ergueu estruturas, solidificou parecerias e continuou o seu projecto... quando o inverno chegou o frio congelou-lhe as asas e retirou-lhe a vida, um denso manto de neve tapou tudo. Os primeiros raios de sol surgiram e levantaram o lençol de neve, despertando assim o que estava por baixo. Mostrando então um lindo mundo de fantasia que a borboleta tinha construído, mas como desta nada se sabia... uma barata vigarista assumiu aquela criação como sua e geriu aquele mundo maravilhoso de forma oportunista, e viveu cheia de dinheiro para sempre... mas infeliz por ter de viver consigo mesma.


É verdade que na história não ficou o nome da borboleta, também é verdade que não viveu para usufruir do que tanto lhe custou a alcançar, mas viveu cada dia de acordo com os seus sonhos e assim conquistou algo que muitos humanos deixaram de desejar alcançar: o sonho da sua vida.

Explicações de um escritor de blogs

por Jorge, em 22.03.04
Não pensem que desisti dos blogs, comecei a estagiar e não tenho tido muito tempo para aqui escrever... mas ando com ideias para posts, falta-me é algum tempo para as concretizar. Em breve volto, lá para o próximo fim de semana (se "postar" antes é porque consegui começar a escrever no autocarro outra vez). Um Grande Abraço.

A música do fim dos tempos

por Jorge, em 16.03.04

Cada vez que os olhos se fecham e toda a concentração se foca na audição conseguimos ouvir uma antiga e doce melodia (no meio de outras músicas tocadas ao longo da existência) que ecoa por todos os recantos do nosso planeta. Esta música não serve para nos encantar em belos sonhos, antes pelo contrário, tem como objectivo roubar-nos os sonhos.


Tal como na história do flautista da célebre fábula que conduz os ratos para fora da cidade, estamos também (quando nos deixamos, claro) a ser conduzidos para o conformismo (e para fora da cidade dos sonhos, fábrica dos sonhos urbanos). É por isto que o Mundo está a enlouquecer, não vejo outra explicação. Afinal que seres saudáveis matariam a sua própria espécie e o meio que lhes permite viver? É essa melodia interminável a que chamo "a música do fim dos tempos", quem a toca?


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Talvez seja o mesmo flautista da história dos ratos, só que agora aprendeu a tocar outros instrumentos... se fosse uma flauta só os ratos é que caíam nessa. Mas existe algo importante que vale muito a pena referir: existem outras músicas. Cada uma com um efeito diferente e basta escolher qual delas ouvir, ou não ouvir nenhuma.


(Foi então que me perguntaram como é que uma pessoa surda faz nesta situação?)


As pessoas surdas também ouvem esta música, mas de uma forma diferente, sentem o seu ritmo mágico. Não pensem que as desvantagens das deficiências existem no mundo da magia, apenas no limitado mundo dos Homens é que teimam em persistir.


Cada um de nós escolhe então a música que ouve, eu por exemplo tenho ouvido a fantástica e vibrante música "De chumbo para ouro é um instante variável", tocada por um velho louco que vive a música com tal intensidade que até me dá vontade de escrever.


Talvez o melhor seja olharmos para os nossos pensamentos tendo em mente a pergunta: Que música escolhemos ouvir para ditar o ritmo da nossa vida neste momento?

O Rapaz dos Blogs

por Jorge, em 15.03.04

Ao olharem para ele tudo parecia no lugar, arrumadinho na vida, adornado com um olhar atento e inteligente que o lançava numa epopeia de sonhos e aventuras. Mas as aparências podem esconder terríveis horrores, aquele jovem era alvo de terríveis pressões... ou melhor de uma arma de fogo! Nos últimos meses os seus miolos viviam em frente a uma arma, que estava na mão de um estranho. Que ser humano louco é que fazia isto a outro, e para quê? Sem poder avançar com grandes explicações, adianto que esse mesmo jovem era obrigado a escrever três blogs... diariamente :) E fazia-o por puro amor à vida, algo que o cano daquela arma nunca o deixava esquecer.


Num fim de semana organizou um plano de fuga, fingiu teclar ao pc, a arma sempre apontada e quando o possivel atirador foi substituído por outro (mudança de turno), atacou-o à dentada e desatou a correr pelas escadas abaixo. Meteu-se num taxi e viajou sem destino por terras em que a noite dominava o tempo, os seus blogs não foram actualizados durante alguns dias.


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Começaram a surgir algumas perguntas pertinentes sobre o seu desaparecimento na blogosfera. Hoje foi capturado pelos seus opressores e voltou a escrever nos seus blogs. Que futuro estará guardado para este misterioso rapaz? ;) 

Para uma Raposa de olhos verdes...

por Jorge, em 09.03.04
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Foi por entre uma esverdeada e vistosa multidão de árvores que te vi (ficavas linda naquele Verde)... sim, a ti! Eras a raposa mais matreira que alguma vez tinha visto (e até hoje nunca tornei a ver uma tão matreira... :D), e os teus dentes eram afiados... capazes de manter à distância o maior dos predadores.


Sem pensar duas vezes quis correr para ti e abraçar-te (apostei na minha mente que eras macia), apesar de saber que pela tua natureza selvagem não tinha como segurar-te (e aqueles dentes afiados eram bem intimidadores). Então parei para pensar como te poderia demonstrar o meu afecto. Foi amor á primeira vista.


O tempo foi-se arrastando e todos os dias te via ao longe, os teus olhos verdes cruzavam-se comigo. Quando decidi que tinha mesmo que te abraçar, porque já não podia negar mais que estava apaixonado por ti minha raposa, já não estavas entre as árvores esverdeadas. Tinhas desaparecido do alcance da minha visão... como iriam agora ser os meus dias seem te ver? Será que estavas bem?


Perguntei às nuvens brancas como a neve, que pelo céu passeavam, e elas disseram-me que tu te tinhas apaixonado e que foste em busca do teu amor. A dor que senti, não pode ser colocada em palavras.


Voltei para casa com uma tristeza profunda, os meus passos eram os de um amor perdido, e sozinho entrei na minha floresta urbana sem qualquer intenção de sair. A minha prisão por eleição era o local onde dormia, fechei-me no quarto e pensei em esperar pela fria mão da morte, em vez disso fui chamado para jantar pela minha mãe.


Durante o jantar a minha mãe falou-me da nossa nova vizinha, que depois do jantar lá iria beber uma chávena de chá. Que aborrecido, nem podia ficar com a minha dor. Tocaram à campainha, arrastei-me até à porta, abri.... e eras Tu, minha raposa! :D Que felicidade vieste para a floresta urbana para estares junto de mim, também tu sonhavas comigo enquanto eu sonhava contigo. Demos o maior abraço que o Universo se recorda. E agora podemos ficar para sempre aqui a sonhar juntos aninhados um no outro... apesar de sabermos que "sempre" não é algo para mortais como nós, estaremos sempre aninhados. :D


Texto: Jorge Amorim

Endless Blog

por Jorge, em 05.03.04
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Na cidade dos corvos a noite chegou!


A Lua cheia illumina as ruelas e os bairros que por lá se amontoaram. De uma janela um rapazinho olha para as estrelas, com um sonho no olhar... o dia em que irá correr por todo o Universo, sempre como um verdadeiro viajante. Sem nada possuir, apenas com o seu sorriso.


Aquele viajante cuja imagem e ideias ficam para sempre guardadas, mesmo quando todos os que o conhecerem estiverem já a dormir o sono dos justos... o viajante cuja recordação ficará nas lendas, contadas de avós para netas, mães para filhos e assim para todo o sempre.


Para aquele rapazinho viver é uma aventura, daqui a uns anos ele vai ser um adulto e continuará a sonhar, mais tarde um idoso e os sonhos continuarão a viver com ele... um dia a morte baterá à sua porta e ele viverá como um sonho. Um Sonho de aventuras para todos os que o quiserem sonhar.


Sinto-me o rapazinho de que acabei de vos falar, também vivo na cidade dos corvos e os meus sonhos de aventuras lá continuam a visitar-me. Cada manhã a mesma situação, olho para o meu velho "Asas" (a minha fiel mochila), e penso: Talvez seja hoje que vá fazer a minha grande viagem pelo Universo! E cada manhã decido adiar a minha viagem... até há pouco tempo atrás... Como podem perceber ao ler este blog, a minha viagem já começou apesar de continuar a viver na cidade dos corvos, porque cada dia tem feito parte de uma interminável viagem e aventura.


Quero agradecer a todos os me têm acompanhado nesta viagem, dizer olá aos meus novos e futuros companheiros de viagem.


P.S.: Sobrevivi à entrega dos trabalhos, mas em breve desenvolverei isso em O Mundo do Jojo...


P.S.S: Olhem para os links... há lá o Partir o Gelo é um blog que tenho em conjunto com o PipinhoX... passem por lá!

Does Whatever a Spider Can...

por Jorge, em 03.03.04
De teia em teia cheio de entusiasmo. cada vez mais alto.... quase, quase a voar! É assim que me tenho sentido, sempre atento ao que sinto, sem desviar os olhos dos meus objectivos. Ao longo do dia têm surgido muitos momentos mágicos que me renovam a esperança no que o futuro reserva e na humanidade. Atrevo-me mesmo a dizer que todas as pessoas têm um lado positivo, muitas vezes está é encoberto pelos mais variados motivos.

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Ainda estou deste lado do teclado, esta ausência de posts foi um pouco penosa para mim, senti falta de escrever aqui no blog. Com o passar dos dias este blog tornou-se parte da minha vida, e uma forma de comunicação com pessoas que não conheço (mas que já me habituei a "ver" nos comentários e considero companheiros de blog). Escrever blogs é realmente uma experiência interessante. O que me impediu de escrever nestes dias é que me atrasei na realização de uns trabalhos, e agora tenho três para entregar no dia 5 de Março (sim, os mais atentos repararam que é já nesta 6f) e ainda não tenho nenhum completo... mesmo assim o meu optimismo e boa disposição permitem-me atravessar esta fase com o meu adorável sorriso (reparem como hoje estou modesto :P).
As mudanças na minha vida têm tido as suas consequências, ou seja passo muitas horas em diálogo "interior", presto mais atenção ao que me rodeia, e estou a conseguir desenvolver mais trabalho em menos tempo (o que é bom, voltando ao assunto dos meus trabalhos e atraso). Acho que estou mais comunicativo (não sei se se lembram de um post que em tempos escrevi sobre comunicação inter-pessoal), é melhor corrigir... estou mesmo muito mais comunicativo já que tenho iniciado conversas com pessoas com que antes sentia grandes barreiras (sim, estou menos tímido).
A grande novidade é que rejuvenesci, voltei uns aninhos atrás e sinto-me com vontade de fazer mil e uma traquinices a adultos cinzentos (nada de grave... apenas para sorrir :) ), a adolescência também tem o seu lado bom (e como a minha passou depressa de mais, decidi pedir mais um bocadinho de tempo).
Eu hoje estou com vontade de escrever muito no blog, mas a minha barriga está a fazer tanto barulho que vou sair do computador e comer uma "sandocha". Abraço gigantesco para todos os que o quiserem receber. :P