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Sonhos Urbanos

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Parece que sim… ;)

por Jorge, em 30.05.05
Andava eu com medo de ter nas mãos uma caneta e cruzar-me com uma folha em branco.





Quando aconteceu senti um estremecer interior, que interpretei como: parece que o momento chegou…

Jorge

Palavras de um dos autores

por Jorge, em 30.05.05
Tenho tido pouco a escrever por aqui, devido à sobrecarga de trabalho que me deixa com menos vontade de dar asas à imaginação.

Os mais atentos sabem que tenho dois posts pendentes, esses de certeza que vão aparecer esta semana. :)

Abraço

Jorge

Só Agora é que as percebi

por Jorge, em 28.05.05
Conhecem a situação, em contexto de emprego, em que vos dizem que são fantásticos e inovadores mas depois acrescentam que não vão poder continuar a contar com os vossos serviços e vão para o desemprego? Esse tipo de situação é muito parecida com uma situação-clássica da minha adolescência (obviamente que envolve raparigas).

Sempre que me apaixonava, imaginava um conto de fadas com aquela princesa, sem lhe revelar os meus desejos, esperava que ela reparasse em mim. Entretanto ela estava a namorar com uma besta qualquer e (muito provavelmente) quando acabasse com aquela partiria para mais uma relação com outra besta. Nos entretantos chorava no meu ombro com a reclamação que os homens não prestavam. E eu ali, quase a gritar: REPARA EM MIM!!!

Quando sentia que tinha criado uma relação de confiança para lhe confessar os meus sentimentos mais profundos, lá vinha a clássica tirada (que passarei a citar):

"És um rapaz muito especial, inteligente, com sentido de humor e tratas-me muito bem. Quando estou contigo fazes-me sentir única!" (Neste momento eu pensava que era correspondido, imaginava já o nosso casamento e o final feliz... Ela ainda não tinha dito tudo) "Mas gosto de ti só como amigo. Podemos ficar amiguinhos?" (SPLASHHH... Balde de água fria)

Nas diferentes vezes em que isto me aconteceu, fiquei sem saber o que dizer e aceitei ficar como amigo. Obviamente que no fundo pensava: Olha!!! Enfia o "amiguinho" no...

Só agora com a distância temporal é que percebi a mensagem que me queriam passar e passarei a desodificá-la:

"És um rapaz muito especial, inteligente, com sentido de humor e tratas-me muito bem. Quando estou contigo fazes-me sentir única! Mas gosto de ti só como amigo. Podemos ficar amiguinhos? É que na verdade para namorado, prefiro alguém que me proporcione uma relação de merda, que seja um perfeito idiota, que não me respeite e me faça sentir apenas como mais uma. Além disso nunca se namora com alguém que tenha uma relação de amizade, pois uma relação afectiva deve ser o mais impessoal possível"

Para todas as pessoas que se dedicam a relações idiotas, desejo uma introspecção (das GRANDES). Ainda bem que a minha adolescência já passou, mas nesta fase de jovem adulto já conheci cada relacionamento... ui.. Parece-me que cada vez mais as pessoas sentem menos e pensam menos.

Jorge
(post publicado simultaneamente no Jam Session, porque é uma mensagem que quero mesmo passar)

DIÁLOGO HIPOTÉTICO

por Jorge, em 26.05.05
P – És feliz?

R – (...)

P – Se morresses amanhã mudavas alguma coisa na tua vida ou não tinhas nada a
lamentar?

R – Não, acho que não sou verdadeiramente feliz porque alterava algumas coisas se soubesse que ia morrer.

P – Mas tu sabes que vais morrer. Aliás essa é a tua única certeza.

R – Sim, eu sei, mas costumo esquecer essa evidência.

P – Então, se sabes que amanhã podes não estar cá, porquê adiar decisões que são importantes para ti?

R – Acho que tenho medo de sofrer...

P – E não sofres por não decidir?! Ficar parado parece-me igualmente doloroso. Sofrer faz parte da vida e para além disso permite crescer. Não sabias andar de bicicleta se não tivesses caído e esfolado os joelhos, pois não? Cada vez que te magoas tens que te reerguer a seguir. Por isso, a pessoa que és hoje é aquela que reconstruíste depois de cada queda, a que regressou fortalecida e mais sábia depois de cada percalço, com olhos imensos de quem experienciou a vida, e essa conquista não tem preço. Devias estar orgulhoso da pessoa que és hoje.

R – Mais uma vez tens razão! Lamento não ser tão sábio. Acho que para além do medo também sinto que não mereço ser feliz. No fundo não me acho digno!

P – Que mentira! E quem és tu para te julgares a ti próprio? Quem és tu para decretares a ti mesmo uma sentença tão pesada como essa? Ninguém tem o direito de se condenar à infelicidade eterna! Acredita, não foste feito para sofrer e a felicidade foi criada justamente a pensar em ti. Por isso, só te posso desejar coragem. Coragem para seguir em frente, para correr riscos, para lutar pela vida dos teus sonhos, para quando for preciso levantar a cabeça depois de uma queda e reaprender o caminho de ser feliz...

Texto: Raposa

Links de Referência adicionados

por Jorge, em 25.05.05
Adicionei alguns links aos sites de referência (por baixo da secção LINKS) que considerei serem úteis no exercício da cidadania plena. Quando tiverem tempo passem por lá, em breve espero adicionar links relacionados com procura de emprego e voluntariado.

Jorge

Um lugar chamado casa (parte 1)

por Jorge, em 25.05.05
Na véspera de uma viagem fico sempre ansioso, o coração bate mais depressa e o tempo arrasta os seus passos. Parece que está para chegar algo muito especial (às vezes é, outras não).

Durante a viagem estou atento a tudo, os meus olhos registam os pormenores com rigor. Ao fim de uns dias fora de casa pareço um Hobbit, fico cheio de saudades de casa, de estar no meu quarto (este cantinho que me é tão único) com os meus livros (e mais recentemente com o meu pc).

Quando regresso cada pedaço da minha casa é perfeita, e é aqui que me sinto confortável.

Esta é a minha "casa física", numa próxima oportunidade falarei da minha "casa emocional".

Jorge

P.S.: (sem dúvida, que o post da "casa emocional" foi inspirado no post que a Raposa escreveu ontem)

Nas tuas asas

por Jorge, em 24.05.05
Sinto-me tão só! Intriga-me sempre que consiga sentir-me assim no meio de uma multidão...
Sonho com um beijo teu e com ser envolvida nos teus braços, na esperança que eles me devolvam esse sentimento de pertença à humanidade que eu tenho facilidade em esquecer. Nestes momentos só a tua presença me soa a companhia.
Imagino-te sempre com asas! Acredito sinceramente que foste feito para voar.




Por isso, nestas noites em que me perco pelos caminhos da solidão, o que eu desejava mesmo era correr para as tuas asas, aninhar-me nelas e ser embalada até adormecer. Acho que o que queria era finalmente sentir-me em casa...

Texto: Raposa
Imagem: Antonio Canova “Eros e Psique”, (1787-93)

Sorriso Matinal

por Jorge, em 24.05.05
"Precisava satisfazer, ao mesmo tempo, a minha sede de delírios e a necessidade de uma vida organizada" Alexandre Jardin

De certeza que já passa das 7h da manhã pois o despertador é agora uma memória passada, fiquei por aqui perdido a olhar o tecto. Procuro algo maior nos meus dias (como sempre fiz, mas no tecto? Bem, porque estou deitado).
Mentalmente tento organizar-me, preciso de resolver questões "académicas", por outro lado sinto que a adolescência me está a bater à porta e a querer voltar (apetece-me fazer as mais patológicas loucuras urbanas).
Não pensem que isto causa alguma clivagem interior, é mesmo a minha forma de iniciar o dia: ponderar as minhas escolhas!
Pronto, já decidi levantar-me ;)... lá vai começar uma nova aventura!

Tenham um óptimo dia.

Jorge

O abandono

por Jorge, em 23.05.05
Inspirado por uma vontade enorme de trabalhar lancei-me aos meus estudos e o meu blog ficou sem novos posts. Sozinho este blog andou pela blogosfera, as visitas começaram a baixar. Até o seu irmão passou a ser mais visto...
E eu (o sonhador) nada notava, até que uma raposa se aproximou de mim e murmurou-me a verdade: eu tinha abandonado um bondoso blog.
E foi assim que voltei.

Jorge

Ideias para ataques terroristas – Parte 2 (de 3)

por Jorge, em 22.05.05
No meio de uma conferência séria, propões-te a colocar uma questão. Quando te derem a palavra, tu começas com uma grande conversa teórica de chacha.
Nesse momento, um compincha teu entra na sala e começa a distribuir revólveres (cada um com apenas uma bala). Continuas com a conversa teórica, e metes discretamente uns tampões nos ouvidos (tal como o teu compincha).
Ao fim de algumas horas, todas as pessoas já deram um tiro na sua própria cabeça. Só paras de falar quando todos tiverem desistido da sua vida (quando digo todos não podes contar com o teu compincha).

Jorge

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