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Sonhos Urbanos

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Corrente ++

por Jorge, em 05.08.11

No meio de tantas opções académicas e profissionais, e como sabem é um oceano de opções (e distracções), fazemos tantas escolhas (in)conscientes e, em algumas alturas, já todos nos encontramos atolhados de confusões e problemas laborais sem qualquer lógica ou interesse.

 

Pequenas tretas acumuladas, dão uma grande treta.

 

Qualquer um de nós conhece alguém que sacrificou a sua saúde (e tudo o que vem por acréscimo) por um trabalho desinteressante ou por não cumprir um prazo imposto e mal calculado. Independentemente das desculpas que todos ouvimos, isto simplesmente é absurdo. E em vez de pensarmos 1000x no problema, podemos sempre pensar 10x nas soluções (e o resto do tempo aproveitarmos para rir).

 

 

Algures no ano passado queixei-me: tenho pouco tempo para fazer o que gosto.

Alguém deu a sugestão: faz o que gostas pelo menos 30 minutos por dia antes de dormires, assim no final da semana podes dizer que fizeste 210 minutos do que gostas e ao fim de um ano já terás feito pelo menos 10920 minutos do que gostas.

Um pormenor numa conversa e eu pensei "isto é estupidamente claro", e passei a fazer isso. Comecei com 30 minutos de estudo diário na minha área profissional e percebi que era tempo tão bem passado que mais tarde ou mais cedo teria que mudar a forma de eu viver a profissão. E assim aconteceu.

 

Os meus neurónios trabalham muito bem em projectos positivos, onde todos os envolvidos ganham e o próprio projecto tem como meta contribuir positivamente para outros.  Sei isto, é assim que ganho a vida e que me motivo a arregaçar as mangas e ir de novo à luta. O meu sucesso é medido pela energia com que acordo, sorriso que mantenho ao longo do dia e do sono bem descansado. Para algumas pessoas, talvez seja pouco. Tudo bem, obviamente que aceito essa realidade MAS então pelo menos que saibam qual é a vossa medida do sucesso e que a alcancem de forma positiva para a vossa vida.

 

Sim, o país está a viver uma crise. O meu avô costuma dizer entre os amigos da idade dele: mas nós não tivemos sempre em crise?

E muitos de nós vivemos crises interiores e vidas que não nos preenchem. E se começarmos a viver 30 minutos diários do que realmente gostamos?

 

Jorge Amorim

jorge.amorim@gmail.com

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