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Sonhos Urbanos

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História de um referendo

por Jorge, em 06.10.05
Um grupo de pessoas é eleita para tomar conta do país, ninguém sabe muito bem porquê aquelas pessoas são eleitas, há quem diga que é uma questão de cor (ora rosa, ora laranja, sucedendo-se à vez). Chamemos a este grupo de pessoas, os “escolhidos” (para evitarmos recorrer a nomes ofensivos neste blog).

Quantas estas pessoas (os “escolhidos”) ficam com o poder de tomar decisões assumem as suas posições e tomam diversas decisões que afectam os outros todos, muitas vezes as decisões não agradam todos. Os “não-escolhidos” reclamam e também muitas vezes são ignorados.

De vez em quando os “escolhidos” dão umas migalhas aos “não-escolhidos”, e em assuntos excepcionais lá vamos todos “cagar postas de pescada” (expressão que ouvi tantas vezes dizer na minha infância). E quais são assuntos excepcionais? Julgo não haver critério para isso. Bem… a não ser que… o dia de votação coincida com um fim-de-semana prolongado, porque se assim for muitas das pessoas estão obrigadas a marcar presença em locais afastadas da sua zona de voto (porque estão muito interessadas nestas questões).

Parece que em breve vamos ter um evento desses.

O que dizer do referendo que se aproxima? Honestamente, acho-o desnecessário! Parece-me que a lei podia perfeitamente ser aprovada sem referendo, porque afinal a maioria da população que elegeu o actual governo depositou nele a confiança para tomar decisões.

Já agora (antes que me esqueça): Porque é que o aumento do IVA não foi a referendo? (até porque não é uma posição brilhante, uma vez mais reforço que digo isto de acordo com a minha opinião e não tenho intenção de ofender ninguém).

Daqui a uns tempos vamos poder assistir a trocas de argumentos sobre o aborto, evocações de posições éticas bem fundamentadas (que muitas pessoas se esquecem durante o seu dia-a-dia mas que as recuperam nestas alturas). E vamos também assistir (e alguns de nós, participar) ao evento. A decisão vai ser colocada numa população esclarecida sobre o tema (independentemente da sua posição)? Ou num conjunto de pessoas que diz “sim” ou “não” por motivos de afiliação a um grupo ou porque está na moda?

Aguardarei desenvolvimentos.

Jorge

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