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Sonhos Urbanos

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Voltar ao momento que já passou

por Jorge, em 30.04.05
Toquei em imagens de outros tempos, nada que diga respeito à história dos países ou acontecimentos que mudaram o mundo… quer dizer, talvez seja melhor dizer que são imagens de momentos que dizem respeito à minha história pessoal e de acontecimentos que mudaram o meu mundo. Abri um álbum de fotografias em casa da minha avó.




Encontrei o Avô Correia lado a lado com a Avó Cândida, no auge da sua juventude e em início de vida pós-casamento. O meu avô parece o James Bond, tal como o imagino sempre que ele conta uma história sua de outros tempos. Viro a página e encontro fragmentos de família que nunca cheguei a conhecer (por terem falecido antes de eu nascer), mas cujo nome e fama se tornaram uma lenda para mim.

Mais para a frente vejo a malta toda em início de carreira, estou a falar de mim e dos meus primos em plena infância. A Elisabete, a Carla e o João como nunca os conheci (já que sou o mais novo, eles é que me viram em bebé). Adoro a desorganização das fotos no álbum que misturam gerações, o que me faz pensar nas interligações entre elas. Exemplo, na mesma página, eu e a minha mãe, os dois com 4 anos de idade, ou então os meus avós a pegarem ao colo os diferentes netos recém-nascidos (obviamente, temos todos idades diferentes o que torna as páginas muito giras).




Há lá uma foto muito gira de um aniversário, os meus mais pais estão abraçados e dá para ver que a minha mãe está grávida. Foi das poucas fotografias que vi a minha mãe grávida, por isso ficou destacada no meu pensamento (Sim, sou eu que estou escondido nessa foto).

Quando fechei o álbum, estava com um sorriso nos lábios e com a sensação recuperada de saber que faço parte de uma história maior e que ainda está a ser escrita.

Jorge

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