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Sonhos Urbanos

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QUE ESCOLHES?

por Jorge, em 19.01.05

“I can teach you wonders if you give me your soul Marvels and wild dreams can be yours I can teach you how iron turn to gold And how life can grow so old” Moonspell, Mephisto


 


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Sussurraram-me de forma sedutora que tudo tinha um preço, podia ser alto ou baixo mas havia sempre um preço. Tinha então 16 anos. Por reacção devolvi uma questão: Então e as pessoas, também têm preço?


A resposta foi um sorriso de gozo, adornado com um: “Quanto mais viveres mais vais ter consciência da resposta à tua pergunta”.


Pensei muito no tema. Parecia um absurdo se essa fosse a realidade, pessoas etiquetadas com um preço, a comportarem-se de acordo com o pagamento (seja de que natureza for), a apagarem sonhos por valores numéricos. Mas os meus pais sempre me tinham dito que não era assim, de alguma forma o meu desenvolvimento sempre foi no sentido de acreditar no melhor das pessoas (mesmo sabendo, que nem sempre agem assim, vale a pena acreditar na melhor possibilidade, porque ela também ocorre).


Onde ficaria a integridade e a dignidade de cada pessoa, se a afirmação inicial fosse verdadeira? Como poderíamos acreditar em nós como pessoas, se achássemos que todos nós abdicamos do que é mais importante por algo sem valor real?


É muito comum encontrar-me com visões pessimistas da humanidade, segundo as quais somos corruptos por natureza (uma ideia reforçada por algumas religiões). Por opção, escolho uma visão mais optimista (e com tanto valor como as pessimistas, parece é estar na moda dizer que ser pessimista é mais realista), temos tendência para nos realizarmos, somos um processo em desenvolvimento e interagimos com diversos factores (ambientais, vivências, emoções e outros) e daí surge o nosso comportamento. Bom ou mau depende apenas de quem julga.


Pessoalmente considero que temos tendência para acções positivas, e cada qual age como consegue dentro do processo de desenvolvimento (ou porque não, processo de humanização). Aquilo em que acreditamos influencia a análise que fazemos do mundo exterior e condiciona o nosso agir. O optar por esta “visão”, contribuiu e muito para o que faço actualmente e, retomando o início deste post, não acredito que tudo tenha o seu preço.


texto: Jorge

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