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Sonhos Urbanos

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O Quarto Escuro (2.0)

por Jorge, em 30.01.06
Era uma brincadeira da infância, cheia de inocência; um grupo de miúdos escondiam-se num quarto escuro, alguns momentos mais tarde um miúdo, que permanecera na luz, entrava nesse mesmo quarto para revelar quem lá estava.

Os anos passaram, os miúdos que noutros tempos brincavam ao inocente jogo começaram a interessar-se por outras coisas. Mas tu continuaste a interessar-te por aquele quarto sem luz. As sombras do quarto sibilavam ao teu ouvido as histórias mais ocultas da tua Alma.




A luz começou a ferir-te e as trevas do quarto enegreceram-te a Alma (não encontro outra explicação para o que aconteceu depois, recuso-me a acreditar no que me disseram: que tinhas sido sempre assim).

E os horrores, que fizeste, naquele quarto recuso descrever aqui, revejo-os todos os dias quando estou a andar pelas ruas ou quando o Sol se esconde. Durmo de luz acesa e penso como aquele jogo era tão inocente. Lá não havia sangue nem dor, muito menos mentiras e violência. Onde te inspiraste? Porque não esqueceste o jogo? Havia tanto no mundo para te apaixonar.

Porque escolheste o que te tornaste?


Texto: Jorge
Imagem: Retirada algures da net.

(a primeira versão do texto foi publicada no http://urbandreams.blogs.sapo.pt/)

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