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Sonhos Urbanos

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Bizarrias da Vida Actual I

por Jorge, em 13.04.05
Se alguém coloca a nossa cabeça a prémio é porque tem razões para isso, a minha Filosofia diz que se essa pessoa não tiver motivos para tal, então devemos dar-lhe. Acordei com este pensamento, o que me faz pensar que devia dormir umas horitas a mais por noite.

A vida apresenta contornos bizarros, pelo menos do meu ponto de vista (que partilho convosco há algum tempo aqui no blog), as relações humanas cada vez se apresentam mais complicadas. Na brincadeira costumo dizer que se está a dar uma burocratização das relações humanas.

É preciso ler o Manual das Relações Sociais (por publicar, mas se a tonta da Paula Bobbone mete-lhe as mãozinhas), para tomar iniciativa na edificação de um relacionamento. Há rituais idiotas para ultrapassar, e se a pessoa for de estatuto social elevado temos que procurar na literatura existente qual a forma mais pomposa de o fazer.

Portanto, caros leitores, se se quiserem dedicar a uma vida aventureira (interactiva com outros seres humanos) vejam se ela é socialmente aceitável, de outra forma podem realmente ficar com a cabeça a prémio (que de uma forma socialmente correcta significa ficar com portas fechadas).

Jorge

GUERRA DOS SEXOS – A RAPOSA RESPONDE...

por Jorge, em 12.04.05
Ex.mo Sr. Jorge (Aconselho a tratar o inimigo sempre por você: Mantém a distância regulamentar e poupa problemas de consciência quando inevitavelmente se acabar com o dito cujo):

O Sr. Jorge critica as mulheres com golpes de tal forma baixos e pouco esclarecidos que poucos do seu género seriam capazes de igualar. Não fique todo inchado a pensar que se trata de um elogio à sua pessoa porque o Sr. pertence ao género e como tal encontra-se inevitavelmente empestado pelas características de que padece o mesmo (e que no meu entender não são nada boas).

Abandonando as questões religiosas, que se revelam de uma especificidade desnecessária e me costumam deixar maldisposta e com pouca vontade de escrever, gostaria de analisar as questões que abordou numa perspectiva mais global. Ainda assim importa referir que as mesmas não abonariam a seu favor já que a Igreja Católica, leia-se homens, cometeu grandes atrocidades históricas que me permitem defender que o seu punho de macho se encontra inevitavelmente ensanguentado.

De facto se olhasse para o mundo com olhos de ver (mas o Sr. Jorge e os demais homens olham para o mundo sabe-se lá com que órgão que não os olhos!) veria que durante séculos e séculos de negação de direitos das mulheres quem tem estado à frente dos destinos da humanidade são justamente os do seu género. E não me parece que alguém possa defender que têm feito um bom trabalho. Por isso homens escondam a cara entre as mãos e chorem! (Sim, porque nem chorar livremente estes seres se permitem, cheios de medo de perderem as “fabulosas” particularidades que herdaram da sua classe). Eu defendo sempre que nunca se deve confiar em quem não consegue exteriorizar os seus sentimentos!

O Sr. Jorge acusa injustamente o género feminino de inúmeras faltas de respeito para com seres ditos humanos e do grave defeito da má-língua. Como pode o Sr. culpabilizar as mulheres por não tratarem como seres humanos certas pessoas? São justamente os machos que têm por costume objectivizar todos os seres de sexo diferente do seu, quando os medem sistematicamente pelos parâmetros do cérebro de baixo, cérebro esse a que fazem questão de recorrer inúmeras vezes.

Quanto à má-língua, já vi muito ser do sexo masculino, qual galinha a cacarejar sobre a vida dos outros. Os homens preocupam-se com aspectos fúteis da existência como automóveis, desporto (essencialmente futebol), sexo, tecnologia e acima de tudo com a opinião dos amigos. Nós perdoamos todas as injustiças porque sabemos que o seu cérebro não dá para mais, embora não devêssemos porque, enquanto lhes insuflamos o ego, eles insistem sistematicamente em evidenciar as nossas pequenas falhas.

Mas como sempre em todos os assuntos importantes a imagem da mulher continua a ser denegrida e os defeitos do homem abafados por qualquer inexplicável companheirismo masculino. SENHORAS, PARA QUANDO UMA REVOLUÇÃO?!...

Texto: Raposa

Guerra dos Sexos - Porque as Mulheres não Podem ser Padres?

por Jorge, em 11.04.05
Como tinha prometido, aqui está um dos posts sexistas, cujo o único objectivo é provocar a Raposa para um duelo de posts. Aqui vai, aviso o(a) leitor(a) que nada do que aqui está escrito tem suporte científico (mas que se lixe)! :)

Comecemos com algo simples e pouco polémico. Na Igreja Católica as mulheres não podem ser Padres. Estará correcto ou não? Nem vamos pegar em questões biblícas, peguemos em noções gerais.

O que é que faz um Padre? Celebra missas, conversa com as pessoas (em confissão ou não), bebe vinho na missa e defende as suas crenças de forma pacífica. Se fazem mais coisas não sabemos (o que cada um faz da sua vida, só a si lhe diz respeito) :)

Por esta altura, o leitor atento, já percebeu onde quero chegar. As mulheres não conseguem ser pacíficas (eu que o diga), se não gostarem de uma pessoa, essa pessoa perde o estatuto "ser humano".

E será que conseguem ficar caladas sobre a vida de cada um? Não me parece, assim que ouvissem algo numa confissão iam logo telefonar às amigas ("Sabes quem foi hoje ao confessionário? Sim, essa mesma. Parece que a sonsa anda muito amiga do homem do talho...", e por aí adiante...).

Ah pois...

Muito bem, Sra. Raposa, aguardo resposta. ;)

Jorge

P.S. O meu próximo post sobre a Guerra dos Sexos será sobre o movimento feminista! Aguardem!!! :)

To Start: Please Insert Coin

por Jorge, em 10.04.05
A semana começou. Promete ser um pouco diferente, com mais trabalho e novas situações.
Gosto destas mudanças, principalmente aquelas aqui em casa ao "nível organizacional".
Apesar da Raposa estar com muito trabalho esta semana decidi espicacá-la, depois de estar cansado de a ouvir dizer "Homens são todo iguais" decidi desafiá-la para uma Guerra de Sexos, e ela aceitou.
Portanto esta semana, preparem-se, haverá posts sexistas que serão muito divertidos de escrever. Participem também nesta "Guerra" com as vossas opiniões. Quero lembrar-vos que será tudo num clima de brincadeira, apesar do sangue que vai ser derramado.

Bom início de Semana.
Abraço

Jorge

O que se tem passado?

por Jorge, em 10.04.05
“É isso que é maravilhoso nos mistérios. Se esperarmos tempo suficiente, mais tarde ou mais cedo vamos ter uma resposta”
Rising Stars #24


Tenho dado largas caminhadas de um lado para o outro, cheio de tarefas pendentes e sonhos guardados em gavetas (alguém sabe onde coloquei a chave?).

A sensação predominante é de que tudo me está a passar ao lado, como se o mundo estivesse coberto com um grosso e opaco pano e eu apenas consigo levantar uma ponta e pouco ver.





É um mistério como cheguei aqui! Foi assim de um momento para o outro que um novo ritmo começou a estar associado à minha vida.

Jorge

O Cannon voltou!!!!

por Jorge, em 09.04.05
Na sequêcia do post anterior...
Depois do enorme sofrimento que a Welma passou (até nem conseguiu estar com o namorado como deve ser, nem com o melhor amigo do mesmo. Pobre Welma!!!), finalmente o Cannon apareceu.
Estava escondido debaixo da cama do irmão mais novo da Welma, João Caroço, a ler aquela revista que fala sobre "fruta". Foi uma alegria muito grande. Afinal o Cannon continua junto dos seus amiguinhos.
Obrigado pelos mails de apoio e pela ameaça de bomba em minha casa.

Jorge

Alguém viu o Cannon?

por Jorge, em 08.04.05
Por vezes a imaginação falta, hoje estava a ser um destes dias, até que a Sra. Imaginação bateu à porta quando andava por outro blog, mais exactamente o da Formiga (a quem dedico este post).

O Cão de peluche da minha amiga Welma desapareceu de casa dos donos que fica em Bragança, no passado 32 de Março.




Características do Cannon:

Idade: 2 anos em casa e 1 na loja;
Sexo: Nunca vi;
Cor: Cor de Lassie;
Pelagem: Comprida e Grossa;
Sinal particular: Não pode ser lavado na máquina com água quente.

Se alguém vir o Cannon contacte o autor deste blog (Me liga vai!!!).

Jorge

SE...

por Jorge, em 07.04.05
Se hoje à noite a Terra deixasse de girar sobre o seu próprio eixo e em volta do Sol e recomeçasse o seu trajecto sem outro critério que não o dos seus próprios desejos...

Se não houvessem certezas acerca do nascimento do Sol nem conhecimento dos dias em que a Lua aparece no Céu...

Se, de repente, todos os nossos conhecimentos “científicos” fossem refutados e o caos se instalasse nas nossas existências... Seríamos forçados a deixar de tomar como certa toda a realidade que nos cerca e à qual já nos habituámos! Passaríamos necessariamente a dar mais valor a situações cuja aparição poderia ser única durante toda a nossa existência.
Contemplar uma flor traria consigo toda a imensidão de uma despedida e o mesmo aconteceria com o acto de ver passar as nuvens, experienciar a chuva, olhar as ondas ou sentir o vento na cara...

Parece-me lógico que este princípio também se aplicaria a pessoas.

Se tu pudesses não estar comigo amanhã (na verdade podes, mas essa ideia não me acompanha diariamente, não me persegue a cada instante) o meu olhar seria mais vívido, um abraço traria consigo toda a possibilidade da separação (tenho a certeza que seria mais apertado e mais sentido), se me aproximasse para te tocar, o toque da minha mão seria pensado para ser perfeito porque poderia ser o único e um beijo seria sem dúvida infinitamente mais doce, mais apaixonado e mais quente.

Se tu pudesses não estar comigo amanhã não adiaria nenhuma decisão, nenhum impulso, nenhum sonho!

Se nada no Universo fosse garantido a minha vida encerraria a perfeição em cada olhar, em cada gesto, em cada momento, em cada atitude, como pétalas de rosa ou o bater de asas de uma borboleta – voláteis mas imortais.

Texto: Raposa

Cegueira

por Jorge, em 06.04.05
Parece que foi ontem que vi o Sol pela primeira vez, talvez tenha sido a primeira coisa que vi depois da cegueira. O Céu é muito mais belo do que imaginara, o teu rosto por sua vez é perfeito tal como o sonhara.
Todo o mundo que pensei em como seria na realidade está à minha frente para ser visto.

Jorge

EU E O ESPELHO

por Jorge, em 04.04.05
Olho longamente para o espelho e pergunto a mim própria:

– Quem és tu? Para lá da imagem reflectida e depois de caírem todas as máscaras que construíste com a ilusão de que te protegiam, qual é a essência do ser que habita o teu corpo?

Há perguntas que fazem chorar por não sabermos a resposta...

Texto: Raposa