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Sonhos Urbanos

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Dia constipado

por Jorge, em 12.12.05
A constipação fez-me ficar em casa, aproveitei para meter os comics em dia e arrumar o quarto (bem, este último está a ocorrer de forma bem irregular). Agendado para hoje está fazer o almoço e dedicar a tarde a uma horitas de estudo.

Para quem ainda não sabe, já terminei a minha monografia. Ou seja, para concluir o meu curso falta apenas a discussão pública da mesma; estou à espera da marcação deste evento e até lá ando a edificar uma apresentação em powerpoint que seja funcional, pedagógica e esteticamente perfeita (esta última parte é para agradar à minha amada Raposa).

Jorge

Os autores deste blog

por Jorge, em 12.12.05



Jorge
(Sim, a raposa anda desaparecida mas ainda é autora)

Altas Horas

por Jorge, em 09.12.05
Acabadinho de chegar a casa, depois de ter atravessado umas quantas ruas da cidade dos corvos, sento-me em frente ao meu pc.

É a altas horas da noite que escrevo freneticamente os posts que aqui surgem, quando a maior parte da vizinhança já dorme. Admito que gostaria de estar a dormir; verdade seja dita que precisava que os dias tivessem mais de 24 horas para fazer as coisas que gostaria.

Coloquei à minha frente uma pilha de livros que quero devorar com muita atenção, suponho que alguns deles darão o mote a posts futuros.

Para já fico aqui com o meu chá de cidreira...

Abraço

Jorge

As Crónicas começaram hoje...

por Jorge, em 08.12.05

E, na minha opinião, começaram muito bem. Julgo que agradará a todos os que gostem de se perder no mundo da fantasia.

Passei um bom bocado a ver "Crónicas de Nárnia" no cinema, deixo a sugestão.

Jorge

Nota Histórica sobre Rilhafoles

por Jorge, em 07.12.05
Parece-me adequado colocar uma nota histórica sobre Rilhafoles, devido à ficção que escrevi sobre o tema.

A sua origem remonta ao ano de 1848, fundado pelo Marechal Duque de Saldanha, na altura com o nome Hospital dos Alienados de Rilhafoles (Hospital Miguel Bombarda, 1948; Ferreira, 2003).

No dia 3 de Outubro de 1910 foi assassinado, no seu gabinete, o então director do Hospital, o Professor Miguel Bombarda, após este acontecimento a instituição hospitalar é renomeada para Manicómio Miguel Bombarda (Oliveira, 2003).

Vindo mais tarde a ser conhecido por Hospital Miguel Bombarda, actualmente é uma instituição de referência na área da intervenção psiquiátrica em Portugal.

Texto: Jorge

Referências Bibliográficas

Ferreira, A. R. (Eds.) (2003). Hospital Miguel Bombarda (Relatório de Estágio de Licenciatura em Psicologia Clínica). Lisboa: Instituto Superior de Psicologia Aplicada.

Hospital Miguel Bombarda (1948). Centenário do Hospital Miguel Bombarda – Antigo Hospital de Rilhafoles. Porto: Imprensa Portuguesa.

Oliveira, J. F. R. (1983). Rilhafolles e a acção do Professor Miguel Bombarda. Lisboa: Imprensa Nacional.

Rilhafoles

por Jorge, em 07.12.05
A carroça subiu aquela colina deserta numa madrugada húmida, ao longe avistei o edifício cujo nome se tornara sinónimo de um local a evitar.

O colete-de-forças que me envolvia retirava-me a imagem de senhora de boas famílias. Deus sabe o esforço que o meu bom marido fez para me impedir de chegar aqui, bem sei que o meu comportamento incorrecto teria que ser corrigido. Não culpo o bondoso Dr. Cerejeira por ter detectado a causa do meu problema: a semente da loucura está alojada no meu cérebro.

Felizmente a ciência avançou, viver no século XIX tem as suas vantagens, já não somos uns selvagens e as pessoas têm direito a ser tratadas. Mesmo assim temo o edifico e o seu nome; tenho medo de nunca mais sair para o mundo real e deixar a minha vida esfumar-se.

Dei entrada em Rilhafoles, onde um médico me pôde retirar a alma, apenas por assinar um papel, condenando assim, com aquele pérfido acto, os meus filhos a permanecerem sem mãe para toda a eternidade. Quem lhes contará histórias antes de eles se entregarem ao Reino de Morfeus? Quem os embalará quando após um pesadelo, o seu coração estiver inquieto? E as saudades que terei dos seus abraços e da confusão que fazem quando brincam?

Apesar das preocupações com os outros, rapidamente me concentrei na minha dor de estar fechada aqui onde a realidade não mora. Este é o reino da loucura que me afasta das outras pessoas, e as minhas lágrimas tentam ainda ser sinal da minha humanidade recentemente perdida. Queria gritar com toda a força, não consigo porque a tristeza em que existo retirou-me as forças. Vista de fora pareço morta, se me virem por dentro sou uma borboleta no meio do caos.

A minha cabeça não se apresenta mais organizada, aliás os meus pensamentos parecem sufocar entre as paredes, ainda recentemente recitava poemas, hoje luto por me lembrar do nome de quem amo.

O tempo aqui dentro é eterno, ficando assim muito tempo para recordar e alterar o passado. A noite custa mais a ser vivida porque há alturas de gritos ensurdecedores e nem as vozes, dos demónios que ouço, os abafam. As estações do ano confundiram-se umas com as outras, e os sonhos engavetados multiplicaram-se.

Uma nova esperança, o doutor da bata branca disse-me que amanhã serei levada para o tratamento inovador que os outros doutores trouxeram, chama-se electrochoques. Talvez seja a minha última esperança, agarrar-me-ei a ela. Talvez Rilhafoles não seja o inferno que se diz lá fora.

Autor da Ficção: Jorge

Nota do autor: Rilhafoles existiu mesmo, foi no entanto transformado numa conhecida instituição e as suas práticas também evoluíram bastante. E talvez hoje a esperança possa ser maior.

Dados Científicos

por Jorge, em 06.12.05
Trinta e cinco em cada cinquenta cobaias de laboratório optaram por começar o dia com leituras obsessivas de dois blogs: Sonhos Urbanos e Jam Session .

Os resultados foram fascinantes, as cobaias que liam os blogs melhoraram a sua qualidade de vida em valores tão fantásticos que nem os vamos referir (poderia parecer bazófia).

Destas cobaias algumas começaram a ouvir o podcast do Jam Session e o seu funcionamento sexual ficou brutalmente optimizado.



Temos, aqui neste blog, a oportunidade de vos apresentar, em primeira mão, o testemunho da cobaia, de nome “001XP”.

“Li os blogs numa daquelas de experimentar; houve um choque inicial, como um murro no estômago ou o chocalhar do cérebro, depois disso não queria outra coisa. Comentários atrás de comentários, post atrás de post. Cheguei mesmo a sofrer de três ataques epilépticos por exposição prolongada a estes blogs, mas depois disso passei a viver de uma forma muito Zen, com um maior encaixe nos enigmas do Universo.”

Um comentário de uma cobaia que sabe apreciar o lado bom da vida.

Texto e ilustração: Jorge

Um caderno diário só serve para isto...

por Jorge, em 06.12.05

Pelo menos para mim, as aulas são sempre bons espaços para desenhar. Há sempre aqueles rasgos criativos quando um professor começa a divagar.

(ou quando nos manda realizar algum trabalho e a caneta perde-se por aquelas folhas virginais) :P

No meu 9º ano um dos meus maiores receios era que algum professor me pedisse o caderno diário para ser lido... Até tinha alguma razão, muitos professores imaginavam-me atento mas se soubessem que apenas o meu corpo ficava nas aulas não ficariam muito contentes.

E por onde andava eu? A viver mil aventuras pelo Universo fora, ou a explorar realidades alternativas. O habitual, basicamente... e rabiscado em papel para servir como prova dos meus sonhos acordados.

Jorge

Desejos, crianças e estrelas cadentes

por Jorge, em 05.12.05
Terminei um trabalho de investigação com o início de um novo; um pouco por este motivo, dei por mim a ler “Crescer Vazio”, cujo autor é o Pedro Strecht.
No prólogo encontrei umas palavras apropriadas a este espaço.

“Todas as crianças têm direito a tentarem manter-se acordadas até tarde numa noite de Verão, na esperança de verem uma estrela cadente e pedirem três desejos (a justiça devia fazer acontecer pelo menos um)”.

Gostaria de aproveitar para dar um pequeno contributo a este excerto: Têm também o direito de crescer e manterem este direito na vida adulta. Pede-se igualmente, que não o façam apenas por fazer, mas que acreditem no poder da vossa intenção e dos vossos pedidos.

Suponham que por algum percalço na vida os desejos não se realizam, ao menos sabemos o que desejamos e talvez seja mais fácil mobilizar os nossos esforços para os realizarmos.

Uma atitude positiva e optimista pode mudar o Universo em que vivemos. Eu sei que há crianças que nunca tiveram espaço para pedir desejos a estrelas cadentes, da mesma forma que sei que nem sempre vimos as estrelas a caírem. Por saber isso, faço aqui o desejo para que nunca fique indiferente a estas situações.

Jorge
(num dia muito cinzento em que continuo a acreditar que a luz do Sol voltará a brilhar)

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