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Sonhos Urbanos

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Talvez seja má altura

por Jorge, em 06.02.06
E se esta não for uma boa altura para sonhar?

Os sonhadores estão sempre a magicar ir mais além... E se eu te dissesse que isto é TUDO O QUE EXISTE? NÃO HÁ MAIS NADA... NADA... Lembra-te.

Comentário: Até pode ser verdade, mas sonhar é uma das poucas coisas que sei fazer. Como tal, talvez seja má altura para sonhar mesmo assim continuarei a fazê-lo.

Jorge

O caminho prossegue

por Jorge, em 03.02.06
"(...) Não percas Ítaca de vista,
pois chegar lá é o teu destino.
Mas não apresses os teus passos;
é melhor que a jornada demore muitos anos
e o teu barco só ancore na ilha
quando já estiveres enriquecido
com o que conheceste no caminho. (...)"

Konstantinos Kavafis



Esta é a fase do Casulo,
Fechado para balanço.
Isolado da confusão, isolado de todos.
Em plena busca individual…
... Os casulos são apenas temporários.

Jorge
(Parece que consegui usar um desenho feito pelo Pat Lee...)

Caro Deus

por Jorge, em 02.02.06
Daqui é o teu amigo Jorge, mas isso já sabes (sabes tudo, dou um passo e sabes logo tudo). Queria recordar-te que não me fizeste ganhar o Euro Milhões; não aceito desculpas como "Não jogaste"... És Todo-Poderoso, por isso mete o valor directamente na minha conta (sei que também sabes o NIB).
Abraço

Jorge
(um exemplo de uma carta que nunca escrevi, nem coloquei no correio)

Velhas Cartas

por Jorge, em 02.02.06
Estava a esventrar uma gaveta enorme, aqui no meu quarto, quando encontrei cartas antigas... Curiosamente, algumas por responder. Talvez o faça agora e explique os anos de ausência (sabes tenho estado ocupado... :P).

Houve uma altura em que escrevia cartas por tudo e por nada, agora quase nunca escrevo (a não ser e-mails). Mas é muito melhor receber uma carta pelo correio, manuscrita (mesmo que a caligrafia não seja das melhores), com poemas ou desenho (qualquer loucura é aceite).

Jorge
(vou informar-me do preço dos selos e envelopes... Volto já)

Vida Urbana

por Jorge, em 01.02.06
(barulhos de carros, buzinas tresloucadas, uma criança a chorar)

Sons que se abafam, escondidos pelas paredes da estação de metro; corro pelas escadas da estação, o som de fundo fica diferente.

(publicidade repetida à exaustão, ruído dos comboios, voz-off de uma qualquer senhora que nos relembra que o prazo de troca de bilhetes acabou)

Entro na carruagem, depois do apito infernal antes do fechar das portas, estou cá dentro.

Ninguém fala no metro, evitamos cruzar olhares (fitamos o vazio), os passageiros esmagam-se uns contra os outros (e ignoram-se). Vejo-te no outro lado de uma estação, aceno e nem me vês. Estás perto e não tenho como contactar-te (não há rede de telemóvel debaixo do solo-, bolas!!)

(Entra um miúdo com um cão a mendigar, com tanta gente ali enfiada e acho que ninguém olha para ele de frente)

Raio da música é irritante, surgem os pensamentos superficiais e idiotas ("se já levou esmola podia parar de tocar"). FINALMENTE chego ao meu destino.

(Mais buzinas, uma discussão de rua e o som da chuva)

Grande molha que vou apanhar!!!! (água a entrar para dentro dos sapatos: ALERTA VERMELHO). Atravesso o labirinto de edificios e chego à minha casa.

(som da cidade abafado)

Ligo o pc e escolho uma playlist

(Sassetti, banda sonora do filme "Alice")

Escrevo um artigo, coloco no blog e partilho-o com quem quiser ler...

Jorge

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