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Sonhos Urbanos

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Demónios no Deserto

por Jorge, em 25.08.05
“Se queres ser alguém que busca honestamente a verdade, é necessário que pelo menos uma vez na vida duvides, quanto for possível, de todas as coisas”
Descartes


A nossa memória comum conhece o significado de caminhar até um deserto e encontrar demónios, parece que está gravado nas nossas células. Sabemos que eles vão parecer e não ficaremos realmente sozinhos nem em silêncio. Chamar-nos-ão nomes, e gozarão com coisas que pensávamos que ninguém sabia.






Mas não é bem assim que se passa, porque na verdade quando vamos para o deserto não está lá ninguém a dizer nada. O que se passa é que sozinhos temos de estar connosco e se estamos habituados a fugir da própria sombra e a viver sem sentido, este confronto pode ser ameaçador.

Claro que a nossa memória comum, diz aquilo que sempre soubemos. Aqueles que não têm medo de se enfrentar a si mesmo enfrentam os demónios de queixo erguido e aprendem com o confronto sem serem dominados. Quando recordamos isto sentimos a nossa força a aumentar e saímos mais sábios, sempre com vontade de poder voltar ao deserto.

Jorge
(Obrigado pela foto, Inês!)

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